Dimitri do Valle
De Curitiba
e Associated Press
O comando da Polícia Militar do Paraná confirmou ontem que não mandará qualquer efetivo para compor a força de paz internacional em Timor Leste. A decisão foi influenciada pela eventual redução que o deslocamento de uma tropa provocaria no número de PMs que trabalha na área de segurança no Estado.
‘‘Não há possibilidade de aceitar o convite neste momento’’, informa um comunicado do comando. A Polícia Militar recebeu um convite do Exército, que deve enviar soldados junto com países como a Austrália e a Argentina.
A opção pelo Paraná foi motivada pela experiência de policiais militares do Estado que estiveram na guerra da Bósnia-Herzegovina, na ex-Iugoslávia. Um capitão e cinco sargentos trabalharam como observadores internacionais do conflito.
A agência de ajuda do governo australiano AusAID deve começar o envio de comida por avião para os timoreses hoje. Os suprimentos devem ser lançados de aviões. A AusAid estava definindo o tipo aeronave será utilizada na operação e selecionando pessoas para o trabalho, já que os suprimentos devem ser lançados sobre uma região montanhosa.
‘‘Temos que considerar é que uma operação de risco para o avião e para a tripulação devido às condições em terra’’, disse um porta-voz da entidade que não quis se identificar. ‘‘Trata-se de um território montanhoso, o que exige habilidade para vôos baixos e para se chegar ao lugar certo’’, completou.
Em princípio, a Indonésia deu permissão para o lançamento de suprimentos na noite de anteontem. Dezenas de milhares de pessoas estão refugiadas nas montanhas do Timor Leste, muitas das quais, sobrevivendo de raízes e plantas. A ONU disse que um desastre humanitário acontecerá em breve no Timor Leste e que centenas de milhares de pessoas podem morrer de fome se não receberem comida em breve. Os primeiros lançamentos serão compostos por arroz, utensílios de cozinha, remédios, material para a construção de abrigos e água.

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