NDJAMENA - Os eleitores da República do Chade, que ficaram praticamente privados do direito de votar por mais de 35 anos - desde a independência do país, em 196O, até 1996 -, irão às urnas hoje pela quarta vez em menos de dez meses para eleger seus deputados.
Em janeiro de 1993, uma Conferência Nacional soberana abriu um longo período de transição para a democracia, sob a égide, simultaneamente, do Presidente Deby e de um Conselho Superior da Transição.
Depois de longas discussões, Idriss Deby conseguiu impor, no final de 1995, um calendário que previa a adoção de uma nova Constituição por referendo, uma eleição presidencial e eleições legislativas.
As duas primeiras consultas populares (o referendo e os dois turnos da eleição Presidencial) ocorreram sem maiores dificuldades, surpreendendo todos os que acreditavam que o Chade não conseguiria sair do ciclo de violência. A Constituição foi adotada em 31 de março e o Presidente Deby foi eleito depois de um escrutínio de dois turnos, em junho e julho.
Seiscentos e cinquenta e oito candidatos disputam as 125 vagas da Assembléia Nacional.

mockup