Os eleitores começaram a ir às urnas ontem para as eleições municipais na Bósnia-Herzegovina, com exceção de Mostar (Sul), onde parte dos colégios eleitorais não abriu suas portas.
Os muçulmanos rechaçaram mudanças de última hora nas regras do jogo nesta cidade.
Segundo os enviados especiais da AFP, vários eleitores compareceram às urnas assim que as seções eleitorais abriram, tanto na Federação Croato-Muçulmana, como na República Sérvia da Bósnia (RS). Duas horas depois da abertura, que aconteceu às 7 horas locais, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), organizadora da votação, não havia registrado qualquer incidente.
Protegidos por 36 mil soldados da Otan, 2.525.000 eleitores devem eleger seus representantes locais até hoje à noite.
Os muçulmanos não eram vistos nas urnas em Mostar, devido às modificações de última hora negociadas entre a OSCE e os croatas, que temiam perder o controle sobre a cidade.
Segundo uma fonte ligada à OSCE, 25 dos 70 colégios da cidade não abriram. A OSCE não confirmou esta informação.
Os muçulmanos não estão satisfeitos com o cancelamento da votação no distrito central (misto), onde esperavam ganhar. Na abertura da votação, o único colégio deste distrito estava fechado e um blindado espanhol da Otan bloqueava a entrada.

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