Deutsche Presse
De Jacarta e Lisboa
A Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu postergar novamente a realização do plebiscito sobre a independência do Timor Leste devido à falta de segurança para conter a violência que persiste na região.
O ministro de Relações Exteriores indonésio, Ali Alatas, foi informado ontem sobre este novo adiamento, que já era esperado, durante o Fórum de Segurança Regional da Associação de Nações do Sudete Asiático (ASEAN), em Cingapura. ‘‘Aparentemente, o secretário geral da ONU, Kofi Annan, propõe agora o dia 30 de agosto’’, disse Alatas à televisão local.
A data original do plebiscito era dia oito de agosto, mas os constantes enfrentamentos entre milícias pró-indonésias e independentistas obrigaram a um primeiro adiamento, para a terceira semana de agosto.
A Indonésia invadiu o Timor Leste em 1975 e o anexou ao seu território um ano depois, dando início a uma guerra civil que já matou pelo menos 200 mil pessoas. A ONU nunca reconheceu o Timor como parte da Indonésia.
O chanceler português Jaime Gama exigiu ontem o desarmamento das milícias extremistas pró-indonésias que nos últimos três meses assassinaram mais de 250 partidários da independência do Timor Leste.
Gama responsabilizou a Indonésia por esse novo adiamento porque ‘‘Jacarta não garante as mínimas condições de segurança, primcipalmente no que se refere ao desarmamento das milícias’’.
Um porta-voz das Nações Unidas acusou o exército indonésio de fornecer armas e treinar os milicianos, e de não intervir para evitar massacres de camponeses do interior da ilha, partidários da independência.

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