Plebiscito no Iraque para confirmar Saddam
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segunda-feira, 14 de outubro de 2002
Sobhi Haddad<BR>Agência EFE 
BagdáAs autoridades de Bagdá intensificaram nas últimas horas seus apelos para que a votação ocorra em grande escala na eleição de hoje, que reforçará a posição de Saddam Hussein como presidente do Iraque, enquanto cresce a ameaça externa contra seu regime. O plebiscito dará mais sete abos ao líder iraquiano, que já está há 23 no poder, e foi convocado no início da atual crise, um claro desafio às pressões dos EUA para que Saddam abandone de forma voluntária o regime.
Mais de metade dos 25 milhões de iraquianos estão convocados para ir às urnas, em uma eleição que foi precedida por intensa campanha oficial que incluiu grandes manifestações e atos públicos em mesquitas, igrejas, fábricas, escritórios e escolas.
Presidido pelo próprio Saddam Hussein, o Conselho de Ministros divulgou domingo à noite um último comunicado no qual expressa seu total apoio e pede o voto ao presidente e único candidato, que colocou o plebiscito como uma escolha entre a ''soberania nacional'' e a submissão ao ''imperialismo estrangeiro''.
''Os iraquianos dirão sim ao presidente Saddam Hussein'', era a manchete da edição de ontem do jornal ''Al Thawra'', órgão do partido governamental Baath, cujos porta-vozes expressaram sua convicção de que a população votará ''100 por cento'' a favor de Saddam Hussein.
''Votar sim (a Saddam) é dar um tapa nos diabólicos planos do presidente dos EUA, George W. Bush'', afirma o jornal ''Babel''.
Em meio a um esquema publicitário que também incluiu a distribuição de dezenas de milhares de bandeiras iraquianas e palestinas, e de camisas e de cartazes com a foto de Saddam, todos os eleitores consultados pela EFE nas ruas de Bagdá manifestaram seu apoio incondicional ao líder iraquiano.


