São Paulo - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lançou ações para incrementar a produção e combater o desabastecimento, baseadas no aumento da fiscalização sobre estabelecimentos como frigoríficos e supermercados.
A Venezuela tem atualmente a maior inflação da América Latina (cerca de 57% no ano passado) e sofre com a escassez de produtos básicos, o que, junto com os altos índices de violência, levou à realização de protestos que já deixaram 41 mortos desde fevereiro.
A ação econômica se iniciaria ontem com a inspeção em locais de comércio de alimentos. Na noite de segunda-feira, Maduro disse que a operação é "uma nova ofensiva econômica para produzir mais, para produzir melhor e para destravar todos os mecanismos que impedem a produção no país". Ele acrescentou que os pilares da medida são "o abastecimento pleno em todos os níveis" e o "estabelecimento de preços justos".
Esta é a segunda fase de um plano de fiscalização, iniciado em novembro do ano passado, que fixou em 30% a margem máxima de lucro no comércio e que se concentrou em lojas de vestuário, eletrodomésticos e autopeças.
Para o opositor Henrique Capriles Radonski, "é uma piada" dizer que não há comida no país porque os venezuelanos estão comendo mais, como afirmou recentemente o governo.
"O modelo econômico fracassou, colapsou. É preciso mudá-lo. Nenhum país da nossa América Latina o aplica", escreveu Capriles em sua conta no Twitter.

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