Em linhas gerais, o plano de Clinton prevê o seguinte:
– Jerusalém: Caberá a Israel a soberania sobre os setores da cidade ocupados pelos judeus. E à Autoridade Palestina, os habitados pelos palestinos. Os palestinos terão controle também sobre a Esplanada das Mesquitas (Monte do Templo, para os judeus), na Cidade Velha. Uma cláusula ressalta os vínculos religiosos dos judeus com a área.
– Refugiados: Só teriam permissão para regressar os palestinos que perderam suas propriedades na época da fundação do Estado de Israel (1948). Os demais receberiam uma indenização e fixariam residência em países árabes vizinhos.
ᖠEstado palestino: Israel desocuparia 95% da Cisjordânia e 100% da Faixa de Gaza. Estabeleceria um corredor seguro para os palestinos entre as duas regiões. Anexaria 80% das colônias judaicas existentes na Cisjordânia e desativaria as estabelecidas em Gaza.
Os líderes palestinos e israelenses impõem restrições a vários tópicos da proposta norte-americana.
Akram Haniyya, diretor do jornal Al Ayyam e conselheiro de Arafat, afima em um artigo que as propostas ‘‘favorecem as prioridades israelenses em claro prejuízo das palestinas’’. E acrescenta: ‘‘A questão palestina é grande demais para que se possa encontrar uma saída em apenas oito dias.’’ Haniyya classifica o plano de Clinton de ‘‘fast food’’ (comida rápida) americana. ‘‘Apesar de sua embalagem atraente, é pouco saudável e difícil de digerir pelos árabes.’’
Mas o principal negociador palestino, Saeb Erekat, destacou que continua ‘‘mantendo estudos e conversações intensas em torno das idéias de Clinton com outros dirigentes palestinos e líderes da comunicadade árabe internacional’’.
Entre as principais objeções palestinas ao plano, estão as restrições à volta dos refugiados e à exigência israelense de que seja reconhecido pelos árabes seu vínculo religioso sobre o Monte do Templo.

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