Plano estabelece bases para um acordo total
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2000
Associated Press De Jerusalém 
Em linhas gerais, o plano de Clinton prevê o seguinte:
Jerusalém: Caberá a Israel a soberania sobre os setores da cidade ocupados pelos judeus. E à Autoridade Palestina, os habitados pelos palestinos. Os palestinos terão controle também sobre a Esplanada das Mesquitas (Monte do Templo, para os judeus), na Cidade Velha. Uma cláusula ressalta os vínculos religiosos dos judeus com a área.
Refugiados: Só teriam permissão para regressar os palestinos que perderam suas propriedades na época da fundação do Estado de Israel (1948). Os demais receberiam uma indenização e fixariam residência em países árabes vizinhos.
á Estado palestino: Israel desocuparia 95% da Cisjordânia e 100% da Faixa de Gaza. Estabeleceria um corredor seguro para os palestinos entre as duas regiões. Anexaria 80% das colônias judaicas existentes na Cisjordânia e desativaria as estabelecidas em Gaza.
Os líderes palestinos e israelenses impõem restrições a vários tópicos da proposta norte-americana.
Akram Haniyya, diretor do jornal Al Ayyam e conselheiro de Arafat, afima em um artigo que as propostas favorecem as prioridades israelenses em claro prejuízo das palestinas. E acrescenta: A questão palestina é grande demais para que se possa encontrar uma saída em apenas oito dias. Haniyya classifica o plano de Clinton de fast food (comida rápida) americana. Apesar de sua embalagem atraente, é pouco saudável e difícil de digerir pelos árabes.
Mas o principal negociador palestino, Saeb Erekat, destacou que continua mantendo estudos e conversações intensas em torno das idéias de Clinton com outros dirigentes palestinos e líderes da comunicadade árabe internacional.
Entre as principais objeções palestinas ao plano, estão as restrições à volta dos refugiados e à exigência israelense de que seja reconhecido pelos árabes seu vínculo religioso sobre o Monte do Templo.


