Plano do Brasil para refugiados serve de modelo
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sexta-feira, 29 de agosto de 1997
Claudio Renato Agência Estado Rio de janeiro 
Representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) na América do Sul decidiram, no Rio, recomendar o Plano Nacional de Direitos Humanos, lançado este ano pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, como modelo para todo o continente.
Um dos pontos destacados do projeto, responsável pela criação da secretaria nacional de Direitos Humanos, é o que assegura o direito aos refugiados, com garantia de infra-estrutura, abrigo e capacitação profissional.
Também foi decidido que a ONU vai intensificar as ações junto ao governo colombiano para proteger 1 milhão de pessoas forçadas ao deslocamento por causa das guerras do narcotráfico, das guerrilhas e dos grupos paramilitares.
De acordo com representante regional da Acnur na América do Sul, Guilherme Cunha, organizador de um encontro no Rio sobre o tema, encerrado ontem, o objetivo é fazer com que seja intensificada a assistência internacional na Colômbia e no Peru, onde 600 mil pessoas são deslocadas forçadamente por ano, por causa das guerrilhas.
Ontem os representantes da Acnur em 13 países sul-americanos e 50 organizações não-governamentais (ONGs) lançaram um documento, recomendando que os países sul-americanos respeitem a Convenção de 1951, que determina o procedimento em relação aos refugiados políticos.


