Plano de paz dos moderados para o Oriente Médio
JerusalémO ex-chefe dos serviços secretos israelenses Ami Ayalon e o responsável por Jerusalém na Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Sari Nuseibe, estão concluindo um plano de paz para o Oriente Médio, apesar da intensa violência registrada entre os dois povos.
Assim que concluírem o documento, Ayalon, general reformado e ex-almirante da Marinha, e o moderado palestino Sari Nuseibe, reitor da Universidade de al-Kuds, recolherão assinaturas de apoio a ele em Israel e nos territórios palestinos, informa ontem o jornal israelense ''Haaretz''.
Segundo o general, para vencer as próximas eleições, o bloco moderado israelense precisa chegar a um entendimento com os palestinos.
O documento de Nuseibe e Ayalon, que não é um acordo formal e não compromete a OLP nem o Governo israelense, está baseado nos entendimentos da Taba, onde, há dois anos, cessaram as negociações para a paz, e conta com a bênção do ex-presidente americano Bill Clinton.
O texto, intitulado ''O Povo Vota'', começa com o reconhecimento dos direitos históricos de ambos os povos.
''Ambos declararão que a Palestina é o único Estado dos palestinos e que Israel é o único Estado dos judeus'', diz o artigo 1 da Declaração de Intenções.
Sobre os 3,9 milhões de refugiados palestinos, um dos assuntos mais delicados das negociações de paz, o artigo 4 da mesma seção reza que eles só voltarão para o Estado palestino, quando os judeus regressarem para o Estado de Israel.





