Plano da ONU é última chance para paz
São Paulo - O ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé, afirmou ontem que o grupo de mais de 70 países chamado ''Amigos da Síria'' acredita que a última chance para a paz no país é a aplicação do plano do enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, para o fim da violência.
O chanceler deu as declarações após uma reunião com 16 diplomatas para encontrar caminhos para implementar as medidas propostas pelo ex-secretário-geral da ONU. ''O plano é a garantia da paz e da liberdade. Seu fracasso seria o caminho à guerra civil''.
Juppé também pediu que seja reforçada a missão de observadores com mais membros e logística terrestre e aérea para conseguir realizar os objetivos determinados pela organização, para que ''possam julgar claramente a efetividade da aplicação do plano''.
Para os diplomatas reunidos, a oposição síria cumpriu o plano de paz, mas este foi rejeitado pelo regime do ditador Bashar al Assad. ''Os grupos armados da oposição respeitam o cessar-fogo, apesar das provocações do regime. Não se pode dizer o mesmo do regime sírio''.
O ministro francês acusou o governo do país árabe de ''seguir sem vergonha a repressão que provocou dezenas de mortos depois do início do cessar-fogo''. Apesar das tentativas de cessar fogo, o comandante do Exército Livre Sírio, general Mustafa Ahmed al Sheij, pediu uma intervenção militar internacional para que seja cumprido o fim da violência e o estabelecimento de zonas seguras nas fronteiras sírias. Os rebeldes ainda pediram armamento para os combates contra o regime.
Em discurso na reunião de representantes da diplomacia, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu sanções para o regime do ditador Bashar al Assad. ''Temos que começar a agir de forma enérgica no Conselho de Segurança para adotar uma resolução com sanções a viagens, finanças e o embargo do envio de armas''. Diante dos conflitos que deixaram mais de 120 civis mortos durante a semana posterior ao cessar-fogo, que é violado diariamente na Síria, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, recomendou o envio de uma equipe de 300 observadores ao país, mas afirmou que ainda acredita em uma chance de progresso. Depois de vacilar, Damasco assinou ontem o protocolo que organiza o trabalho dos observadores enviados pela ONU para monitorar a trégua.(Folhapress)





