A iniciativa jordaniano-egípcia, em princípio rejeitada por Israel, aparece como uma tábua de salvação para o governo israelense, que permitiria deter a espiral de violência no Oriente Médio e encontrar uma saída política para o conflito israelense-palestino.
‘‘Neste momento, Israel elabora sua resposta para esta iniciativa’’, declarou ontem o ministro israelense das relações exteriores, Shimon Peres, durante uma coletiva à imprensa conjunta com seu colega espanhol, Josep Piqué, em Jerusalém.
A iniciativa jordaniano-egípcia, que obteve o consentimento dos palestinos, propõe essencialmente a adoção de medidas de confiança para pôr fim à violência e relançar a busca de um acordo de paz permanente entre israelenses e palestinos.
Quando o plano foi apresentado, há três semanas, Peres foi um dos primeiros membros do governo israelense a manifestar interesse.
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, que em princípio nem queria ouvir falar do plano enquanto continuasse a violência, mudou sua postura no domingo passado na reunião de Gabinete, classificando a iniciativa de ‘‘positiva, mas insuficiente’’. Israel, na sua opinião, deveria incluir algumas modificações.
Não obstante, o ministro da defesa israelense, Binyamin Ben Eliezer, estimou que ‘‘a proposta merece ser considerada e, uma vez emendada, poderia conduzir a uma abertura de negociações’’.
Israel só tem a ganhar respondendo positivamente à iniciativa de seus dois vizinhos.

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