Pinochet sofre derrota no Supremo
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terça-feira, 25 de julho de 2000
Associated Press De Santiago 
O general Augusto Pinochet sofreu nesta terça-feira uma expressiva derrota na Suprema Corte chilena, que rechaçou por 11 votos a 9 a possibilidade de ele realizar exames médicos, o que o aproxima ainda mais de um julgamento por sequestro de opositores, anunciou o tribunal.
Após deliberar durante quase duas horas e meia, os 20 juízes da mais alta instância do Poder Judiciário chileno desestimaram a petição do ex-ditador, que fazia parte do recurso à suspensão de sua imunidade parlamentar, determinada em 5 de junho pela Corte de Apelações.
Hernán Alvarez, presidente da Suprema Corte, informou que na terça-feira será decidido se a sentença de primeira instância tem procedência ou se esta será revogada. Tal decisão é inapelável.
Pinochet, de 84 anos, foi despojado de sua imunidade parlamentar de senador vitalício pela Corte de Apelações, que determinou por 13 votos a 9 que há suspeitas fundamentadas para julgá-lo pelo sequestro de opositores.
Esta terça-feira é um dos dias mais cruciais vividos por Pinochet, que ao lado de sua angustiada família esperou por esta primeira resolução em sua residência de descanso em Los Boldos, 140 quilômetros ao noroeste de Santiago.
Os familiares das vítimas de sua extensa ditadura aguardaram ansiosos a decisão da Suprema Corte. A resposta negativa sobre a realização dos exames aproximou o ex-chefe de Estado do banco dos réus.
Viviana Díaz, presidente da Agremiação de Familiares de Detidos Desaparecidos, declarou: Esta resolução nos satisfaz enormemente porque significa que dentro dos próximos dias conheceremos a decisão da (Suprema) Corte ratificando a decisão da Corte de Apelações.
Alguns advogados ativistas dos direitos humanos também interpretaram esta primeira decisão como um prelúdio do que será a decisão final da Suprema Corte do Chile que, segundo eles, ratificará a suspensão da imunidade parlamentar.


