O ex-ditador chileno Augusto Pinochet não compareceu ontem ao Hospital Militar, onde era aguardado pelo juiz Juan Guzmán Tapia, e onde seria submetido a exames médicos.
Os exames seriam feitos antes do interrogatório agendado para amanhã, no qual o ex-ditador chileno deverá responder como autor intelectual de 75 execuções cometidas em outubro de 1973 pela denominada ‘‘Caravana da Morte’’.
Segundo pessoas ligadas à família, o general Pinochet permaneceu em sua casa de descanso de Bucalemu, 120 quilômetros a oeste de Santiago, onde assistiu a uma missa junto com os parentes.
Pinochet decidiu não comparecer à revisão clínica nem apresentar-se ante o juiz, numa atitude de rebeldia, fazendo com que a acusação, liderada por Hugo Gutiérrez, passasse a exigir sua detenção preventiva e domiciliar para garantir sua presença na sessão de amanhã.
Os oito peritos do Serviço Médico Legal e da Universidade do Chile chegaram ao hospital às 9 horas locais (10 horas de Brasília), em duas caminhonetes cobertas, para realizar os exames que estavam previstos para ontem e hoje.

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