Ansa,
De Santiago
Quarenta manifestantes de grupos favoráveis a Augusto Pinochet foram detidos na noite de sábado durante distúrbios na frente da embaixada espanhola em Santiago, até onde se dirigiram para expressar repúdio à prisão há um ano do ex-ditador chileno.
Os partidários do senador vitalício gritavam slogans como ‘‘Pinochet, Pinochet, eu daria minha vida por voc꒒ e vestiam camisetas com a frase ‘‘Eu amo Pinochet’’. Eles se confrontaram com a tropa de choque, que reforçava a vigilância da sede diplomática.
Os distúrbios ocorreram depois de um ato realizado na frente da sede da Fundação Pinochet, onde o ex-deputado direitista e colunista do diário El Mercurio Hermógenes Perez de Arce fez um chamado às Forças Armadas para que convoquem o Conselho de Segurança Nacional e que hajam, dentro de suas atribuições.
Do ato também participou o porta-voz de Pinochet, o advogado Fernando Barros, que informou que o ex-ditador teve na tarde de anteontem uma recaída em seu estado de saúde.
Pinochet encontra-se sob prisão domiciliar em Londres, onde a justiça decidiu a favor de sua extradição para a Espanha para ser processado por violações dos direitos humanos durante seu regime (1973 a 1990).
Barros não deu detalhes sobre a recaída de Pinochet, mas sustentou que ‘‘já não temos tempo para a batalha judicial’’, uma afirmação que tende a respaldar o argumento do governo chileno de que o governo britânico deveria libertar o ex-ditador por razões ‘‘humanitárias’’.

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