O ex-ditador chileno, Augusto Pinochet, que está convalescendo em uma clínica particular do centro de Londres, foi detido sexta-feira em virtude de um processo da Justiça espanhola, informaram ontem fontes policiais.
A Scotland Yard se limitou a informar que ‘‘um hombem de 82 anos’’ foi detido sexta-feira à noite como ‘‘consequência de um pedido de extradição da Justiça madrilenha, vinculado a acusações de assassinatos de cidadãos espanhóis no Chile entre 11 de setembro de 1973 e 31 de dezembro de 1983’’.
A polícia britânica recusou-se a revelar onde está atualmente o general Pinochet, mas a agência PA destacou que ele ainda se encontra em uma clínica londrina.
O embaixador chileno em Londres, Mario Artaza, anunciou ontem, através de uma rádio chilena, que o atual senador vitalício - que governou o Chile na ditadura de 1973 a 1990 - estava ‘‘detido’’ em Londres, onde se submeteu a uma cirurgia na coluna. ‘‘Está retido até prestar o depoimento’’, disse o embaixador Artaza, acrescentando que não pode pedir o cancelamento desta ordem.
A medida de controle judicial foi tomada por um juiz londrino e notificada sexta-feira ao general Pinochet.
A polícia britânica recebeu uma solicitação da Justiça espanhola para interrogá-lo em relação a assassinatos de cidadões espanhóis praticados quando dirigia a junta militar chilena.
Os juízes da Audiência Nacional (principal instância penal espanhola), Baltasar Garzón e Manuel García Castellón, que investigam na Espanha desde 1996 os crimes cometidos durante a ditadura chilena, puseram em prática um procedimento de urgência, via Interpol (polícia Internacional), destinado a evitar as vias diplomáticas, consideradas muito lentas.

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