Pinochet é acusado
diretamente por crime
Uma queixa-crime apresentada ontem aos tribunais chilenos contra o general Augusto Pinochet o acusa diretamente de ter dado a ordem de execução de três opositores políticos. Segundo Hugo Gutiérrez, o advogado que apresentou a queixa, em outubro de 1973 houve uma simulação de acidente automobilístico no qual morreram três militantes socialistas presos: Oscar Ripoli, Juan Valenzuela e Manuel Donoso. Um outro prisioneiro que ia no mesmo veículo, Osvaldo Sacán, denunciou que os militares haviam espalhado gasolina no caminhão. Sacán conseguiu saltar antes que o veículo fosse atirado em um precipício e se salvou. A história, segundo o advogado, demonstra que Pinochet estava em Arica em outubro de 1973. O ex-sargento Pedro Fuentes contou aos familiares dos executados que a ordem de simulação de acidente partiu diretamente de Pinochet.
Prisioneiros sob guarda armada encontraram ontem os corpos parcialmente decompostos de mais 73 pessoas em uma vala comum na propriedade de Dominic Kataribabo, um dos líderes da seita apocalíptica Restauração dos Dez Mandamentos de Deus, em Uganda. Muitos cadáveres – entre os quais os de 24 crianças, incluindo alguns bebês – apresentavam ferimentos de facadas e outros tinham tiras de pano ou cordas em volta de seu pescoço e foram enterrados há aproximadamente três meses. O novo achado eleva para mais de 700 as vítimas da seita.
Para Elián, mãe
está viva
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou ontem que os advogados dos parentes do menor em Miami não cumpriram com a ordem governamental de comprometer-se por escrito a não atrasar mais a devolução de Elián Gonzalez ao pai, em Cuba, caso percam a apelação judicial - que aceitaram acelerar. Durante o programa ‘‘Good Morning America’’, Elián deu detalhes de como salvou-se do naufrágio que causou a morte de sua mãe e de outros cubanos que tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos em novembro. ‘‘Minha mamãe não está morta nem está no céu’’, afirmou Elián. ‘‘Ela está em algum lugar de Miami, deve ter perdido a memória e não sabe que eu estou aqui.’ Em Havana, um dia depois de ter advertido que ‘‘as máfias de Miami seriam capazes até de matar o garoto para não devolvê-lo a Cuba’’, o presidente cubano, Fidel Castro, qualificou hoje de ‘‘monstruosidade’’ a exibição da entrevista com Elián.
Israel deixa
Líbano até julho
O primeiro-ministro israelense Ehud Barak reafirmou ontem que o exército israelense se retirará para a fronteira israelo-libanesa ‘‘daqui até julho’’ inclusive se Israel não conseguir um acordo com Damasco e Beirute, no dia seguinte do fracasso da cúpula sírio-americana de Genebra.‘‘Nosso exército seguirá para a fronteira internacional daqui a julho de 2000, o que permitirá acabar de uma vez por todas com a tragédia do Líbano’’, afirmou Barak. Depois de pregar uma retirada do Líbano após um acordo com a Síria, que exerce uma influencia prepoderante no Líbano, Barak renunciou esta condição, anunciando que esta operação, batizada de ‘‘Crepúsculo’’, que se realizará daqui a julho, aniversário de sua chegada ao poder, será efetuada unilateralmente.

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