PF inicia operação na fronteira
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terça-feira, 26 de setembro de 2000
Agência Estado De Tabatinga 
A Polícia Federal começa a ocupar, a partir de hoje, todas as bases do Exército instaladas ao longo da fronteira com a Colômbia, de aproximadamente 1.700 quilômetros, na maior operação de combate ao narcotráfico na Amazônia, a Operação Cobra. Na ação, a PF empregará um efetivo 180 agentes, que já foram transferidos de várias regiões do País para a área. Hoje, a PF receberá um reforço de mais 36 agentes vindos de Manaus (AM). A ação policial terá o apoio logístico do Exército. A operação, que custará R$ 10,4 milhões, será lançada oficialmente amanhã pelo ministro da Justiça, José Gregori.
O ponto de partida da ação policial será a Base Anzol, um posto avançado da PF montado dentro de uma balsa às margens do Rio Solimões, em Tabatinga a cidade tem pouco mais de 30 mil habitantes e está situada da fronteira com a Colômbia e o Peru. Gregori fará uma visita à base. A Operação Cobra (sigla de Colômbia e Brasil) tem duração prevista de três anos. Ela está sendo desencadeada para evitar a possível entrada de guerrilheiros e traficantes colombianos em território brasileiro, que podem se transferir para o Brasil com o início das ações do Plano Colômbia, programa conjunto com o governo dos Estados Unidos de combate ao tráfico de drogas naquele país. Os rios da região, que em sua maioria nascem na Colômbia e deságuam no Amazonas, são os principais alvos da ação da PF.
Ação no Brasil Uma facção da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), formada por cerca de 200 guerrilheiros, está atuando a menos de 500 quilômetros da fronteira brasileira. Os guerrilheiros, todos fortemente armados, vem agindo na região do Departamento do Amazonas, que tem 1.150 quilômetros de fronteira com o Brasil. O grupo, identificado pelo Exército colombiano como Frente Amazônica, está dividido em duas bases, às margens dos rios Putumayo e Caquetá, que cruzam a fronteira e deságuam no Estado do Amazonas, em território brasileiro.


