São Paulo - O governo do México aceitou a oferta do Brasil para que peritos da Polícia Federal ajudem na identificação de 31 corpos dos 72 imigrantes vítimas do massacre ocorrido há cerca de duas semanas na fronteira do país com os Estados Unidos. Nas próximas horas, devem ser definidos o número de policiais federais que serão colocados à disposição e os detalhes sobre as atividades que eles vão desenvolver em parceria com os mexicanos. As informações são de diplomatas que acompanham o caso.
Até ontem à noite, as autoridades mexicanas confirmavam a localização de 72 corpos, dos quais 41 foram identificados - entre eles apenas um brasileiro, Juliard Aires Fernandes, 20 anos. Foram encontrados documentos de outro brasileiro, Hermínio Cardoso dos Santos, 24 anos.
O massacre ocorreu há quase duas semanas em uma fazenda na região de Reynosa, no estado de Tamaulipas, na fronteira do México com os Estados Unidos. O crime é atribuído a cartéis de tráfico de pessoas e drogas. A principal suspeita, segundo as autoridades mexicanas, recai sobre o grupo La Zetas.
CONFRONTO
Informações de fontes militares indicam que os 25 homens armados mortos em um confronto na tarde de ontem com soldados do Exército mexicano no Estado de Nuevo León seriam membros do cartel Los Zetas, o mesmo responsabilizado pelo massacre de 72 imigrantes ilegais no Estado de Tamaulipas.
Um porta-voz do Exército disse mais cedo que os homens armados estariam em uma propriedade do Los Zetas. O jornal mexicano ''Jornada'' diz que o tiroteio ocorreu no rancho El Troncón, entre Ciudad Mier e Monterrey, que seria um acampamento de treinamento do cartel.
Há rumores ainda de que os homens seriam matadores de aluguel contratados pelos cartéis. No local, os soldados libertaram três pessoas sequestradas, apreenderam 25 rifles, quatro granadas, 4,2 mil munições e 23 veículos.

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