Petroleiros continuam em greve
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de dezembro de 2002
France Presse 
Caracas Uma assembléia que reuniu milhares de gerentes e funcionários da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) ratificou ontem a manutenção da greve dos petroleiros, que completou 19 dias, até conseguir a renúncia do presidente Hugo Chávez e eleições ''em um curto prazo''.
A decisão foi uma resposta ao Supremo Tribunal da Venezuela, que ordenou quinta-feira medidas provisórias para reativar essa indústria, quando a oposição e os governistas se preparam para aquelas que esperam ser suas maiores demonstrações de força nas ruas.
Juan Fernández, líder dos gerentes e funcionários grevistas da PDVSA, liderou a assembléia, que tomou a decisão por unanimidade. Ao fim de um discurso inflamado, ele perguntou: ''Querem suspender a greve cívica nacional?'' e recebeu um sonoro ''Não!''.
''É tão democrático eleger um presidente quanto pedir que ele renuncie, sinto-me democrático quando peço que ele renuncie e permita a realização de eleições neste país'', disse Fernández.
A greve praticamente parou a vital indústria petroleira, que teve sua produção diária reduzida de 2,8 milhões de barris diários para menos de 200 mil barris.


