France Presse
De Londres
Equipes de socorristas francesas e inglesas conseguiram resgatar ontem os 26 tripulantes do petroleiro maltês Erika, que se partiu em dois e naufragou a 70 milhas ao sul de Brest, na costa Oeste da França, anunciou a guarda-costeira inglesa.
O barco maltês carregava 24 mil toneladas de petróleo, mas os especialistas acham que não haverá um desastre ecológico porque o mar está agitado e dispersará a mancha totalmente.
Cinco pessoas foram resgatadas por helicóptero logo depois do acidente, 21 ficaram em botes salva-vidas em péssimas condições meteorológicas, com ventos fortíssimos, mas foram resgatadas depois.
A mesma tempestade que causou o naufrágio do Erika matou um bombeiro que participava das buscas de um windsurfista desaparecido desde sábado.
A Marinha da França disse que o Erika tinha capacidade para carregar 50 mil toneladas de petróleo e seguia para Ligorno, Itália, depois de ter zarpado de Dunkirk. O acidente no casco do petroleiro ocorreu às 8h15 locais ( 5h15 da manhã em Brasília).
Dois helicóperos da marinha da França e dois da Marinha inglesa fizeram o resgate da tripulação, sob condições de tempo terríveis, com ventos de até 100 quilômetros por hora e muito pouca visibilidade.
Seis tripulantes estão internados mas não correm maiores riscos. Vários barcos antipoluição foram enviados para o local onde partes do navio permaneciam flutuando em meio a uma mancha de óleo.
Os especialistas franceses disseram que além das condições de mar agitado o vento tende a empurrar o óleo que vazou para longe da costa.
Um porta-voz do ministério dos Transportes da França disse que só há riscos se as condições do tempo mudarem radicalmente nas próximas horas. O navio que afundou tem 25 anos de serviços e pertence a um armador italiano.
No dia 16 de março de 78, o superpetroleiro ‘Amoco Cadiz’ encalhou na costa inglesa e derramou 280 mil toneladas de petróleo no litoral.

mockup