Pessimismo em relação a um acordo
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sábado, 13 de janeiro de 2001
Associated Press De Jerusalém 
Os representantes israelenses e palestinos retomaram as negociações de paz em uma reunião, que durou até a madrugada de ontem, sem obterem nenhum progresso que permita vislumbrar um acordo. As duas partes, no entanto, afirmaram estar dispostas a continuar tentando um entendimento, e concordaram em reunir-se novamente na noite de hoje, possivelmente com a participação, no encontro, do líder palestino Yasser Arafat e do ex-primeiro-ministro israelense Shimon Peres.
A retomada daas negocicações coincidiu com uma diminuição nos episódios de violência. Em 14 semanas de confrontos entre israelenses e palestinos, as sextas-feiras têm sido dias especialmente sangrentos, porque os palestinos entram em choque com as tropas de Israel após as orações do dia santo muçulmano.
Os funcionários palestinos disseram que ambas as partes trabalham com o objetivo de atingir um princípio de acordo o que facilitaria a chegada do enviado especial dos EUA, Dennis Ross, para reduzir suas amplas divergências.
A súbita retomada das conversações, três semanas após o encontro de alto nível em Washington, ocorreu devido à obtenção de vários acordos de segurança, que permitiram afrouxar o bloqueio israelense na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Contudo, o negociador palestino Yasser Abed Rabbo, considera necessário um milagre para se chegar a um acordo antes da saída de Clinton da Casa Branca.
Durante a reunião, ele reafirmou a posição palestina, já rejeitada por Israel: o Estado judeu deve retirar-se de toda a Cisjordânia, da Faixa de Gaza e da parte árabe de Jerusalém, incluindo o Monte do Templo sede dos templos bíblicos judeus e atualmente ocupada por duas mesquitas que os muçulmanos chamam de Nobre Santuário. Além disso, Israel deveria permitir o regresso de quatro milhões de refugiados palestinos e seus descendentes que abandonaram seus lares devido à guerra no que hoje constitui o território israelense, disse o negociador. Segundo Abed Rabbo, grande parte da reunião foi dedicada a analisar as provocações israelenses e os crimes contra nosso povo; ele acrescentou que os palestinos não estão interessados em obter um acordo que ignore nossos direitos.
O ministro israelense Amnon Lipkin-Shahak, por sua vez, disse que o encontro não produziu nenhum resultado. E acrescentou que a maior parte do tempo foi dedicada a analisar as reservas colocadas por ambas as partes em torno das idéias sugeridas por Clinton para a obtenção de um acordo.


