Dentro de duas semanas, os peruanos voltam às urnas pelo segundo ano consecutivo para escolher seu presidente entre os quatro principais candidatos: Alejandro Toledo, Lourdes Flores, o ex-presidente Alan García e Fernando Olivera.
A volta às urnas vai acontecer um ano depois que o ex-presidente Fujimori foi reeleito para seu terceiro mandato consecutivo em eleições cheias de irregularidades e sob acusações de fraude dos adversários. Este último governante renunciou em Tóquio em novembro do ano passado.
Desta forma acabou o Fujimorismo, que tentava completar 15 anos ininterruptos no poder no Peru, desfeito em apenas quatro meses em meio a graves escândalos de corrupção.
Diferentemente das eleições anteriores, os meios de comunicação e os observadores de todas as tendências concordam que o pleito do próximo dia 8 será limpo e transparente, livre de suspeita e com respaldo nacional e internacional.
A campanha eleitoral propriamente dita foi realizada sem maiores sobressaltos, entretanto, sua etapa final começa a gerar alguma tensão conforme se aproxima o dia das eleições, que serão presidenciais e legislativas.
Estes atritos referem-se principalmente aos dois candidatos mais fortes, que têm a preferência do eleitorado, segundo várias pesquisas.
De um lado está Alejandro Toledo, líder do Perú Posible, de centro-esquerda, e do outro Lourdes Flores, solteira e advogada, do Unidad Nacional, uma aliança de centro-direita.
Várias pesquisas apontam Toledo na liderança da disputa eleitoral com 34% das intenções de votos, seguido por Flores com seis a sete pontos de diferença.
Tudo indica um segundo turno e há poucas possibilidades de que algum candidato consiga mais da metade dos votos. As pesquisas sinalizam a vitória de Toledo, mas algumas apostam numa surpresa de Flores.

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