Peru usa guerra musical contra os guerrilheiros
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quarta-feira, 29 de janeiro de 1997
Reuter 
LIMA - O Peru tocou ontem marchas militares em frente à casa do embaixador japonês para abafar hinos revolucionários tocados pelos rebeldes marxistas que ainda mantém 72 reféns, e enervar os guerrilheiros. Logo depois do amanhecer no 42º dia da crise, técnicos de som instalaram alto-falantes, que espalharam o som de marchas e dobrados militares por todo o bairro. Em resposta, com a ajuda de um pequeno megafone a pilha, os guerrilheiros do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA) entoavam hinos revolucionários do interior da casa mas não conseguiam superar o som da polícia.
A batalha musical durou cerca de 10 minutos e foi repetida várias horas depois, com a polícia conseguindo novamente abafar os hinos do MRTA.
A disputa sonora ocorreu um dia depois de os rebeldes, irritados com as últimas demonstrações de força da polícia, terem disparado contra um dos vários veículos blindados que desfilavam pela vizinhança da residência.
A tática cada vez mais agressiva da polícia fez soar alarmes em Tóquio, que está particularmente preocupado com os cerca de duas dezenas de japoneses mantidos cativos.
O primeiro-ministro do Japão, Ryutaro Hashimoto, pediu novamente ontem ao governo peruano para diminuir o movimento de tropas no local.


