BRASÍLIA - O governo brasileiro recebeu a garantia do governo peruano de que não será tomada nenhuma medida que ponha em risco a vida dos reféns, incluindo a do embaixador brasileiro Carlos Luis Peres. Em nota emitida no final da tarde de ontem, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil diz que está acompanhando permanentemente a situação em Lima. Ontem mesmo, o embaixador Adolpho Benevides, assessor internacional do Estado-Maior das Forças Armadas, seguiu para Lima para acompanhar as negociações.
O presidente Fernando Henrique Cardoso foi informado do ocorrido por volta das 6h30 de ontem, por intermédio do chanceler Luiz Felipe Lampreia. Imediatamente, o presidente tentou entrar em contato com seu colega peruano, Alberto Fujimori, mas até o final da tarde não havia conseguido.
A última notícia que o Itamaraty teve sobre o embaixador Carlos Peres foi por volta das 13 horas (horário de Brasília), pouco depois de o diplomata ter ligado para sua mulher, Esther. Parecia que o embaixador estava sendo pressionado pelos terroristas, quando disse para que a mulher pedisse às autoridades peruanas para iniciarem negociações.

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