Peru escolhe novo presidente amanhã
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sexta-feira, 01 de junho de 2001
Luis Jaime Cisneros France Press De Lima 
Quase 15 milhões de peruanos irão às urnas amanhã para participar do segundo turno das eleições presidenciais e decidir se o seu novo chefe de Estado será o centrista Alejandro Toledo ou o social-democrata Alan García. A expectativa é que a votação seja a mais acirrada dos últimos 20 anos.
Toledo, economista de 55 anos, origem humilde e educado nos Estados Unidos, é o favorito, mas quase todas as pesquisas concordam que sua vitória se dará por uma estreita margem e, inclusive, algumas não descartam uma surpresa que leve García (52 anos) outra vez ao poder depois do terreno que ganhou na última semana e que reduziu em três pontos a distância entre ambos.
O processo terá início às 8 horas locais (10 horas de Brasília) e o fechamento dos centros de votação está previsto para oito horas depois. Os primeiros resultados com base na pesquisa de boca-de-urna serão divulgados no momento em que terminar a votação, quando as rádios e televisões anunciarem seus respectivos informes, enquanto que as autoridades eleitorais indicam que às 22 horas locais (0 hora de segunda-feira) se poderá dispor de resultados e projeções oficiais.
As pesquisas reconhecem que García que governou o Peru de 1985 a 1990 está em alta e se beneficia de um voto escondido porque os entrevistados não declararam em quem votariam por temor de serem malvistos.
Manuel Torrado, do instituto Datum, assegura que se os peruanos votarem com o coração, García vai ganhar, mas se o fizerem com bolso, o vencedor será Toledo, o que será a coroação de sua extensa campanha eleitoral iniciada no final de 1999, quando se apresentou para acabar com o governo do destituído presidente Alberto Fujimori.
O vencedor deverá enfrentar imediatamente os desafios de uma democracia frágil, resultado de uma década de democracia autoritária do destituído presidente Alberto Fujimori, cuja queda abriu as portas para o processo eleitoral que chega agora a seu segundo turno.
O novo presidente deverá tentar formar uma maioria parlamentar própria depois que as legislativas de 8 de abril, realizadas no mesmo dia do primeiro turno presidencial, não deram maioria absoluta a ninguém no Congresso unicameral integrado por 120 parlamentares.


