O cativeiro dos 72 reféns do comando Tupac Amaru completa hoje 100 dias e pode estar perto do fim. Ontem, o presidente peruano Alberto Fujimori reafirmou seu compromisso com a ‘‘busca de uma saída racional’’ para o problema, manifestando a esperança de que a Semana Santa ‘‘seja propícia para que o respeito à paz, à liberdade e à vida se imponham’’.
A declaração otimista de Fujimori criou ainda mais expectativa de que possa haver um acordo entre os guerrilheiros do MRTA e as autoridades, para a libertação dos reféns nos próximos dias. É possível que o acordo possa sair na segunda-feira, após uma reunião entre a liderança da guerrilha e representantes do governo peruano.
O jornal peruano La República havia revelado que a libertação dos reféns poderá ocorrer no sábado. O acordo incluiria a anistia para um certo número de prisioneiros e um salvo-conduto para que os sequestradores viajem para Cuba, entre outras coisas. Segundo a imprensa peruana, o acordo está adiantado, mas esbarra numa séria dificuldade. Os sequestradores querem levar alguns reféns, para maior garantia de sua segurança, mas Fujimori não concorda com essa exigência.
Para fontes do governo boliviano, o acordo só deverá sair mesmo após as novas negociações marcadas para segunda-feira - idêntica opinião emitida por representantes do governo japonês. O embaixador boliviano Jorge Gomucio é um dos reféns. Ontem, o embaixador em exercício, Eloy Avila, observou que o otimismo foi criado pela flexibilidade demonstrada nos últimos dias tanto pelo governo peruano como pelo MRTA.
O trabalho febril da chamada Comissão de Avalistas, formada para mediar entre as autoridades e a guerrilha, também fez com que aumentasse nas últimas horas a expectativa de um desfecho rápido para a crise dos reféns detidos na residência do embaixador japonês em Lima desde a noite de 17 de dezembro.

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