Peru e Equador firmam acordo de paz
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segunda-feira, 26 de outubro de 1998
France Presse 
A paz entre Equador e Peru foi assinada ontem pela manhã, às 11h30 locais, em Brasília, pelos presidentes dos dois países, Jamil Mahuad e Alberto Fujimori, respectivamente, pondo fim a um um conflito fronteiriço que durou 57 anos.
A cerimônia de assinatura se realizou no Palácio do Itamaraty, sede do ministério brasileiro das relações exteriores.
Jamil Mahuad e Alberto Fujimori assinaram o chamado Acordo Global e definitivo de paz, que engloba os Tratados de Comércio e Navegação e o Acordo amplo de integração fronteiriça. Em seguida, os dois presidentes deram um longo abraço, enquanto os mais de 800 convidados aplaudiam de pé.
Como testemunhas do acordo, assinaram o presidente argentino Carlos Menem, o chileno Eduardo Frei, Fernando Henrique Cardoso e o representante dos Estados Unidos, Thomas Mc Larty.
Antes os chanceleres do Peru, Fernando Trazegnies Granda, e do Equador, José Ayala Lazo, firmaram nove memorandos de entendimento tais como a conexão das redes elétricas e de estradas entre os dois países.
Entre os convidados estavam o Rei Juan Carlos I e a Rainha Sofia da Espanha, o presidente colombiano Andrés Pastrana, seu colega boliviano Hugo Banzer e o representante do Vaticano, Darío Castrillón Hoyos.
Os presidentes do Equador e Peru, Jamil Mahuad e Alberto Fujimori, almoçaram no Palácio da Alvorada, residência do presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, junto a outros Chefes de Estado que testemunharam a assinatura do acordo de paz entre os dois países.
Depois da histórica assinatura do Acordo Global e Definitivo entre peruanos e equatorianos, uma larga comitiva de automóveis escoltados se dirigiu ao Alvorada, cercada por um forte esquema de segurança.
FHC recebeu seus convidados na biblioteca do Palácio da Alvorada, e logo foi servido um almoço de gala.
Após o almoço, cada visitante seguiu suas agendas individuais. Menem, por exemplo, dirigiu-se a um clube de golfe para jogar com amigos, ao mesmo tempo que Bánzer tinha previsto um encontro na embaixada boliviana com seus representantes diplomáticos no Brasil.
A união entre peruanos e equatorianos teve sua primeira demonstração prática, durante a longa espera dos jornalistas que estavam diante do Palácio da Alvorada. Repórteres de ambos os países deixaram para trás as reservas mantidas, até esse momento evidentes, para travarem diálogos marcados pela alegria do momento, celebrando o acordo de paz.


