Peru confirma 2º turno para domingo
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quinta-feira, 25 de maio de 2000
Associated Press De Lima 
Os cinco ministros do Jurado Nacional de Eleições (JNE) decidiram ontem, por três votos a dois, não adiar a data do segundo turno da eleição presidencial marcado para domingo. Eles estavam reunidos na sede do organismo, na Praça Libertador Simón Bolívar, quando coquetéis Molotov começaram a explodir no saguão do edifício.
Manifestantes passaram a atirar paus, pedras e todo tipo de objeto contra o prédio. Um princípio de incêndio foi rapidamente controlado. A polícia disparou jatos de água e lançou bombas de gás lacrimogêneo e a multidão correu para a Praça Mayor, onde se localiza o palácio do governo.
Cabines telefônicas e caixas eletrônicos foram destruídos. O palácio passou a ser depredado. Um grupo burlou a segurança e entrou no prédio. A polícia lançou mais bombas e deteve vários manifestantes.
Para muitos peruanos, os incidentes de ontem são apenas um aperitivo do que pode ocorrer no país no domingo. Em Chimbote, onde realizava um comício, Alejandro Toledo reiterou que não tomará parte na votação.
Na madrugada de ontem, o chefe da Missão de Observação Eleitoral da Organização de Estados Americanos (OEA), Eduardo Stein, afirmou que a simulação de eleição feita pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais tinha demonstrado que a maior parte dos problemas do software para contar os votos tinha sido resolvida.
A Agência Estado teve acesso a uma pesquisa realizada reservadamente para o governo pelo Instituto Apoyo. A sondagem mostrava que Fujimori tinha 51% das intenções de voto e Toledo, 36%. Fujimori venceu o primeiro turno de 9 de abril com 49,8% dos votos. Toledo teve 40,1%.


