O Partido Socialista Búlgaro (PSB, ex-comunista, no poder) e a oposição, que exige eleições antecipadas, permanecem firmes em suas posições, anunciaram à imprensa membros da oposição. ‘‘Não conseguimos chegar a acordos sobre o essencial’’, disse Ivan Kostov, presidente da principal liga da oposição, a UFD (União de Forças democráticas), no fim de uma reunião do Conselho de Segurança Nacional.
Na reunião, celebrada em torno do presidente Jelio Jelev (da oposição) e do primeiro-ministro demissionário, Jean Videnov (PSB), participaram vários ministros, o presidente do parlamento e os chefes dos grupos parlamentares.
O PSB, que tem maioria absoluta no parlamento, pediu que seu candidato, o atual ministro do Interior Nikolai Dobrev, seja encarregado de formar o novo governo, conforme prega a Constituição.
A oposição pediu que os partidos representados no parlamento entrem em acordo sobre as eleições antecipadas que acontecerão na próxima primavera, segundo Kostov.
O PSB acusou a oposição de ter ‘‘destruído a paz civil’’ ao organizar ontem uma manifestação em Sofia que gerou ‘‘mais de 60 feridos’’, segundo um último balanço não oficial.
A oposição respondeu que a população está ‘‘desesperada’’ com a degradação de seu nível de vida e que os ‘‘incidentes são testemunhos de seu desespero’’, nas palavras de outro participante da reunião, Yordan Sokolov.
Durante a reunião, Videnov assumiu a responsabilidade da dispersão dos manifestantes ontem à noite pela polícia, devido aos violentos enfrentamentos, segundo as mesmas fontes.
Um deputado da UFD, Evgueni Bakardjiev, declarou sexta-feira à noite na rádio nacional que a oposição convocaria uma greve geral segunda-feira para forçar o PSB a deixar o poder.
Manifestações da oposição aconteceram ontem em todo o país e o temor é de que novas manifestações violentas ocorram na falta de solução para a crise institucional.

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