Perseguições marcaram seus últimos instantes
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de agosto de 1997
Paris 
Foi logo nos primeiros minutos da madrugada deste domingo que começou a mortal perseguição ao potente Mercedes negro, onde viajava a princesa Diana, por um tropel de fanáticos paparazzi, mas o cerco havia começado várias horas antes, quando lady Di e seu acompanhante egípcio Dodi Al Fayed chegaram a Paris.
Desde às 17h30 de sábado (horário de Paris), os caçadores de imagens perambulavam pelas imediações do Hotel Ritz, na Praça Vendome. Sabiam que um avião particular da família AlFayed tinha aterrissado pouco antes no aeroporto de Le Bourget procedente do Sul da França ou talvez da Itália, onde o casal havia passado dez dias.
Sua última escala tinha sido feita em Portofino, na Riviera italiana. Depois, seu iate, que dispõe de um helicóptero, voltou a zarpar.
Ao anoitecer, uma primeira perseguição se desenvolveu entre o Ritz e os Campos Elíseos, onde a princesa e seu namorado foram fazer compras, às 20h30 (15h30 de Brasília), mas o carro conseguiu a duras penas voltar à Praça Vendome sem incidentes, para que o casal jantasse no hotel.
A fatídica aventura recomeçou perto da meia-noite, quando um Mercedes 600, mais potente, arrancou do Ritz, certamente para ir ao distrito XVI da capital francesa, onde o milionário egípcio possui um palacete.
Uma pequena parte dos paparazzi desistiu de fotografar Diana, mas os demais se precipitaram atrás do Mercedes em outros carros ou em motos.
De nada serviu que, alguns minutos antes, tenham partido do hotel outras limusines do pai de Dodi, tentando despistar os fotógrafos.
Menos de meia hora depois, o drama aconteceu. O Mercedes, que rodava em velocidade alucinante, entrou em um túnel de mão dupla e, na primeira curva, chocou-se violentamente contra um dos postes de separação central, reboteou contra o muro e ficou atravessado, com a dianteira destroçada e a parte de trás bloqueada.
O primeiro telefonema de uma testemunha chegou aos bombeiros aos 27 minutos de domingo (19h27 de sábado no horário de Brasília).
Rapidamente a polícia chegou ao túnel, interpelando várias testemunhas, entre as quais sete paparazzi.
A princesa foi retirada do destroçado Mercedes e entregue às equipes médicas de emergência instaladas em ambulâncias. Durante meia hora fizeram uma primeira reanimação e finalmente foi levada ao Hospital La Pitié-Salpetriere.
Eram 2h locais (21h de Brasília). Duas horas depois, apesar de uma toracicotomia e de massagens de coração, a princesa morreu.
Dodi Al Fayed e seu motorista já tinham morrido no choque com o poste. Um quarto ocupante do veículo, um guarda-costas, foi hospitalizado em estado grave.


