Perseguição fecha Congresso dos EUA
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quinta-feira, 03 de outubro de 2013
Folhapress 
São Paulo - Uma perseguição policial que começou na Casa Branca deixou um agente ferido e provocou o fechamento do Congresso dos Estados Unidos e da Suprema Corte após uma série de disparos contra o suspeito. A polícia afirma que o incidente foi protagonizado por uma mulher, que morreu baleada.
Segundo o chefe da Polícia Legislativa, Kim Dine, a mulher tentou ultrapassar uma barricada perto da Casa Branca, quando foi cercada por agentes do Serviço Secreto. Apesar da tentativa de retirá-la do carro, ela conseguiu fugir e, no caminho, bateu em um dos carros que a perseguia.
O carro seguiu até a região do Capitólio até que bateu em uma barreira criada na esquina das ruas Segunda e Maryland, ao lado do prédio Hart, um dos anexos do Congresso americano. Tiros foram disparados e, segundo a polícia, a mulher foi retirada do carro ferida e levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Dine confirmou que havia uma criança dentro do carro, mas não deu detalhes sobre se a suposta atiradora estava armada no momento do incidente. Um policial ficou levemente ferido após o carro da suspeita bater em sua viatura e, de acordo com a polícia legislativa, está consciente.
Devido aos disparos, que aconteceram a metros do Capitólio e ao lado da Suprema Corte, provocou pânico e o fechamento das duas casas por 40 minutos por motivos de segurança. Parlamentares, funcionários, jornalistas e turistas foram mantidos dentro dos prédios, à espera de ordem da polícia para sair.
Os disparos são registrados duas semanas após outro ataque a tiros dentro do Washington Navy Yard, área de Washington que concentra diversas instalações da Marinha. Pelo menos 12 pessoas morreram quando um prestador de serviços abriu fogo em um dos prédios.
Os tiros interromperam as discussões para dar fim ao impasse no Congresso americano que provocou a paralisação da administração federal americana a partir da zero hora da última terça em Washington (1h em Brasília).
O projeto do Orçamento, que começaria a valer há dois dias, não foi votado pela Câmara devido à resistência dos republicanos em aprovar a lei de reforma da saúde de Obama, conhecida como Obamacare.


