Peronismo pode sofrer queda histórica
Agência Folha
O fracasso do partido do presidente Carlos Menem nas eleições presidenciais argentinas, com o primeiro turno no dia 24, pode provocar uma crise de liderança no peronista PJ (Partido Justicialista). Pela primeira vez, o peronismo corre o risco de não atingir seu histórico patamar mínimo de votação, 35% dos votos.
Na última pesquisa independente, Eduardo Duhalde, candidato da situação, apareceu com 28% das intenções de voto, 19 pontos percentuais atrás do líder, Fernando de la Rúa, da coalizão de oposição Aliança (UCR-Frepaso).
Caso Duhalde perca por uma pequena margem de votos, o que parece pouco provável, o líder natural da oposição seria Menem, atual presidente do partido.
Há dez anos na Presidência, Menem fez várias tentativas de concorrer a um terceiro mandato, o que não é permitido pela Constituição do país. Ele fala em voltar ao poder em 2003.
Mas uma derrota contundente colocaria em xeque o poder de Menem, ao revelar que o eleitorado não estaria votando apenas contra Duhalde, mas contra o legado da era menemista.
As pessoas estão cansadas da festa menemista, e Duhalde é quem está pagando a conta, afirma um analista político, que prevê o surgimento de novos líderes para o partido.
Nesse cenário de fracasso total, o governador de Córdoba, José Manuel de la Sota, e o governador de Santa Fé, Carlos Reutemann, seriam os candidatos a líder da oposição contra a Aliança.
Um terceiro postulante poderia ser Carlos Ruckauf, caso consiga vencer as eleições para a Província de Buenos Aires. Ruckauf disputa com Graciela Meijide, da Aliança, o cargo que será decidido junto com a eleição para presidente.Na última pesquisa independente, Eduardo Duhalde, situacionista, aparece 19 pontos atrás do candidato da oposição, Fernando de la Rúa
France PresseReta finalO peronista Eduardo Duhalde (c) tem apenas 28% das intenções de voto e está próximo de admitir a derrota para Fernando de la Rúa (no destaque)





