Buenos Aires - Existe uma máxima na política argentina que afirma que o peronismo admite apenas um líder, e que os seus aliados devem se enfileirar atrás dele para apoiá-lo. Mas o cenário das eleições presidenciais deste ano é diferente. Os peronistas - a mais numerosa força política do país - chegam divididos à votação deste ano. De um lado, está o governista Daniel Scioli, que recebeu a bênção da presidente Cristina Kirchner para defender sua gestão nas urnas. Do outro, duas lideranças peronistas, de uma linhagem hoje auto-declarada "independente", tentam mostrar-se como uma alternativa "nacional e popular" ao kirchnerismo.
São eles Sérgio Massa e José Manuel de La Sota, que juntos somam 18% das intenções de voto de acordo com as mais recentes pesquisas eleitorais. Em terceiro lugar na disputa, os dois representam um espaço político que tenta capturar os votos de peronistas que não estão de acordo com o kirchnerismo.
As primárias, que definirão os candidatos às eleições de 25 de outubro, serão realizadas neste domingo. Pesquisa da consultoria Giacobbe y Associados apontou que quase um quinto dos eleitores se declarou peronista.

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