Buenos Aires - Depois de a ex-mulher do promotor argentino encontrado morto em janeiro, Alberto Nisman, apresentar as conclusões de uma perícia paralela, todas as atenções se voltaram para o técnico em informática Diego Lagomarsino, que trabalhava como assistente do promotor. Lagomarsino admitiu ter emprestado a Nisman a pistola que efetuou o disparo e disse que esteve com ele duas vezes no sábado, um dia antes de o promotor ser encontrado morto.
A versão de Lagomarsino é de que esteve com Nisman ao anoitecer, mas não especificou o horário do encontro. A perícia paralela encomendada pela ex-mulher de Nisman, Sandra Arroyo Salgado, concluiu que o promotor provavelmente morreu entre 16 horas e meia-noite de sábado. A investigação oficial apontava que sua morte teria ocorrido no domingo, por volta do meio-dia.
Em entrevista ontem, o novo chefe de gabinete de Cristina Kirchner, Aníbal Fernández, citou Lagomarsino. "É a hora em que Lagomarsino estava no apartamento (do promotor)", disse ele, referindo-se à provável hora da morte. "A defesa de Lagomarsino deve estar extremamente preocupada com o que disse Arroyo Salgado."
A defesa do técnico em informática não se pronunciou. Nisman foi encontrado morto no dia 18 de janeiro, em seu apartamento em Buenos Aires, após denunciar Cristina Kirchner e aliados sobre um suposto plano de acobertamento dos suspeitos de um atentado a um centro judaico em 1994.

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