São Paulo - Mais de dois meses após o início dos trabalhos para resgatar os 33 mineiros isolados em Copiapó, no Chile, o chefe das operações anunciou que a perfuradora T-130, que trabalha no plano ''B'', está a 110 metros do interior da mina. De acordo com o engenheiro André Sougarret, responsável pelo resgate, a máquina já ultrapassou 520 metros dos 632 necessários para chegar até os trabalhadores.
A perfuração chega agora a uma fase crítica. A máquina deve atravessar uma galeria já escavada anteriormente, o que pode ocasionar rupturas no solo. Por isso a velocidade dos trabalhos deve ser diminuída. ''Esperamos agora passar por uma fase crítica, nos 520 metros, onde nos encontramos no momento. Já previmos atravessar por uma galeria que já existe, como resultado do trabalho dos mineiros'', disse Sougarret.
O chefe das operações disse ainda que a galeria será totalmente ultrapassada após os 535 metros de profundidade, quando a perfuradora na ponta da máquina deve ser trocada para que a escavação seja retomada de maneira normal. ''Trabalhamos com precaução e esperamos, uma vez que passemos três metros abaixo desta galeria, retirar a máquina e avaliar a situação'', afirmou Sougarret.
Vários especialistas destacaram nas últimas horas a importância de revestir o canal pelo qual os mineradores serão resgatados com encanamento de aço para dar mais segurança à operação. Omar Gallardo, engenheiro civil de minas da Universidade de Santiago, declarou-se favorável a esta opção, que pode prolongar o resgate em quatro a sete dias, mas que facilitaria o trajeto das cápsulas Fénix, nas quais os 33 mineradores serão trazidos à superfície.
''É preciso fazer as coisas lentamente, porque não pode restar nenhuma anomalia, caso contrário a cápsula de resgate vai atolar'', disse o especialista em comunicado.

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