O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, autorizou o ministro do Exterior, Shimon Peres, a retomar as negociações com os palestinos, apesar dos dois atentados suicidas cometidos por militantes islâmicos nos últimos dias. Peres, porém, não deve conversar com o líder palestino, Yasser Arafat. Peres demonstrou estar insatisfeito com a política de Israel para a Palestina. De acordo com ele, outros ministros israelenses ''prometeram que vão aliviar a situação nos territórios ocupados''. Mas ''a honestidade intelectual me obriga a admitir que nós não mantemos nossa palavra'', disse o ministro. Se Peres quiser encontrar com Arafat, terá de pedir autorização.
Enquanto isso, uma criança de 7 anos foi baleada por soldados israelenses e morreu na cidade cisjordaniana de Hebron, durante um tiroteio com palestinos. Na noite de domingo, um palestino suicida detonou uma bomba amarrada em torno de seu corpo no pátio do restaurante Wall Street Cafe, próximo da cidade portuária de Haifa (norte de Israel), causando ferimentos leves em pelo menos 20 pessoas, segundo a polícia israelense. O extremista morreu.
CercoO Exército israelense enviou ontem para os arredores da cidade de Jenin, no norte da Cisjordânia, 40 tanques e dezenas de blindados de transporte de tropas, informou uma emissora de TV de Israel. O reforço militar bloqueou todos os acessos à cidade, que está fortemente cercada.

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