France PresseEncontroShimon Peres, que assinou o primeiro acordo com os palestinos, em reunião com Yasser Arafat, em Gaza. O ex-primeiro-ministro israelense foi taxativo ao afirmar que em seu entendimento só a existência de um Estado palestino, ao lado de Israel, poderá garantir a paz e a tranquilidade no Oriente Médio.O ex-primeiro-ministro israelense Shimon Peres pediu, ontem, a criação de um Estado palestino antes de maio do próximo ano, depois de ter mantido uma reunião com o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, em Gaza. ‘‘Todos devemos nos esforçar para chegar a um acordo permanente entre o povo palestino e nós, antes de maio de 1999. Espero que até lá tenhamos reconhecido o estabelecimento de um Estado palestino’’, declarou Peres à imprensa.
‘‘Minha posição é que a única solução possível é ter dois Estados diferentes. Para que o Estado de Israel possa continuar sendo judeu, precisamos de um Estado palestino. Do contrário, teremos um Estado binacional ou uma tragédia binacional’’, explicou o ex-chefe do governo israelense, um dos artífices dos acordos de autonomia palestina.
Peres e o presidente palestino conversaram durante um almoço em Gaza, no qual abordaram os ‘‘meios para conseguir um avanço do processo de paz’’, que se encontra em impasse há um ano.
Os acordos de Oslo, de agosto de 1993, concluídos sigilosamente e finalmente difundidos em setembro de 1993 na Casa Branca, em Washington, fixam maio de 1999 como o fim do período interino da autonomia palestina.
No intervalo, acreditava-se que as duas partes negociariam o estatuto definitivo dos territórios palestinos.
Uma sessão puramente simbólica de abertura dessas negociações aconteceu em maio de 1996, quando o governo trabalhista de Peres ainda estava no poder, antes de perder as eleições gerais organizadas naquele mesmo mês.
A partir de então, o governo direitista do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu impediu na prática a realização de negociações sobre as questões de fundo do estatuto definitivo.
Arafat reafirmou recentemente que proclamará um Estado palestino em maio de 1999 nos territórios sob controle da Autoridade autônoma, mesmo se as negociações não tiverem chegado a nenhum resultado até lá.

mockup