O ex-primeiro-ministro trabalhista israelense Shimon Peres deu a entender que Israel possui a arma nuclear, o que constitui até o momento o reconhecimento mais claro por parte de um dirigente israelense, anunciou na semana passada a imprensa do país.
‘‘Desenvolvemos esta opção (nuclear) para ir a Hiroshima, mas não para ir a Oslo’’, declarou Peres, citado pelo jornal Maariv, em uma entrevista à imprensa, em Amã, onde se encontrou com o presidente Hussein, da Jordânia.
Peres fazia referência ao acordo de Oslo sobre a autonomia palestina firmado em 1993 por Israel e pela Organização de Libertação Palestina (OLP), querendo dizer assim que sem um Israel forte, não teria sido possível o processo de paz com os árabes.
Peres afirmou que houve cinco guerras israelo-árabes ‘‘porque nossos vizinhos pensavam que poderiam vencer’’.
‘‘Queríamos estar seguros de que tal tentação não persistiria. Acho que sem isso (a opção nuclear), não teria havido acordo de Oslo’’, acrescentou.
O Estado hebreu, assim como Índia e Paquistão, não firmou o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e se nega a receber inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Israel conta, contudo, há mais de 30 anos no deserto de Neguev com uma central nuclear capaz de produzir o plutônio necessário para cargas atômicas e os especialsitas estrangeiros lhe atribuem a posse de 100 a 200 ogivas nucleares suscetíveis de ser montadas em mísseis balísticos.
Israel nunca reconheceu oficialmente possuir a arma atômica. Peres é considerado um dos principais artífices do programa nuclear israelense, lançado nos anos 50 com a ajuda da França.France PressEncontroPeres com o rei da Jordânia. O líder israelense falou sobre a bomba durante visita a AmãFrance Press

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