O presidente palestino Yasser Arafat deve prender os ativistas islamitas acusados de terrorismo, disse o ministro de Relações Exteriores israelense Shimon Peres, em uma declaração difundida ontem pela rádio estatal de Israel.
''Arafat tem de escolher entre exercer sua autoridade sobre a Jihad (Islâmica) e o Hamas ou estar sob a autoridade destes dois movimentos'', declarou Peres, estimando que o presidente palestino ''hesita'' sob as ''grandes pressões dos Estados Unidos, de Israel e de seu próprio bando''.
Peres assinalou que em sua reunião com Arafat no dia 26 de setembro, tinha exigido a detenção de uma dezena de ativistas dos dois movimentos, que rejeitam a trégua, destacando que até agora não se fez nada.
Por outra parte, justificou a incursão realizada sexta-feira pelo exército israelense em setor autônomo palestino em Hebron (Cisjordânia), devido aos disparos palestinos feitos na quarta-feira contra fiéis judeus que rezavam no Túmulo dos Patriarcas por motivo da festa de Succot.
Dois israelenses foram feridos neste incidente.
''O que ocorreu em Hebron é grave. Dispararam contra fiéis, mulheres e crianças que oravam. Isto não se pode tolerar. Este incidente precisava de uma resposta severa'', acrescentou Peres.

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