Peregrinos em visita ao Iraque
Um grupo de 750 peregrinos iranianos chegou ontem ao Iraque, cruzando a fronteira comum dos dois países, na primeira visita deste tipo realizada desde o início e conclusão da guerra entre o Irã e o Iraque (1980-1988).
Os peregrinos, conduzidos pelo ministro iraniano da Cultura e do Guia islâmico, Atoalá Mohadjarani, chegaram ao posto fronteiriço de al-Munziriya, 150 km a leste de Bagdá, e foram recebidos pelo ministro iraquiano para Assuntos Religiosos, Abdel Munem Ahmad Saleh, e pelo encarregado dos Assuntos Iranianos em Bagdá, Hussein Niknam.
Os peregrinos iranianos viajarão aos lugares santos xiitas que se encontram em Bagdá, assim como a Nadjaf e Kerbala, ao sul da capital iraquiana.
O Irã e o Iraque chegaram, em 8 de julho passado, a um acordo que prevê a visita de cidadãos iranianos aos lugares santos xiitas no Iraque e, segundo este acordo, 3.000 iranianos poderão viajar semanalmente a partir de ontem.
ONU Bagdá insistiu ontem junto ao secretário geral da ONU, Kofi Annan, para que resolva a atual crise sobre o desarmamento do Iraque, depois de ter descartado qualquer possibilidade de reinício da cooperação com os inspetores da Comissão Especial da ONU encarregada de seu desarmamento (UNSCOM) caso não sejam cumpridas suas exigências.
Não pode Kofi Annan liberar-se por um momento de suas ocupações secundárias para (...) avaliar objetivamente a causa do Iraque?, questiona o jornal Babel, dirigido por Udai Saddam Hussein, filho mais velho do chefe de Estado.
Esta questão requer de Annan muito mais do que repetir a infeliz frase sobre a luz no fim do túnel, o que nos dá náuseas, acrescenta o jornal.France PresseVisitaPela primeira vez desde o início da guerra entre Irã e Iraque, peregrinos iranianos entram em território iraquiano.France Presse





