Peregrinação leva milhões a Meca
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segunda-feira, 08 de dezembro de 2008
France Presse 
Monte Arafat, Arábia Saudita - Milhões de muçulmanos se reuniram ontem para rezar no monte Arafat, um dos momentos mais importantes do Hajj, a peregrinação à cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita, que começou anteontem. O ritual seguiu em meio a um forte esquema de segurança.
No meio da tarde, milhares de fiéis participaram de uma oração coletiva na mesquita de Namera, construída no local onde Maomé teria rezado ao fazer sua peregrinação.
No templo, o mufti da Arábia Saudita, Adbel Aziz al-Sheik, exortou os fiéis a se opor ao terrorismo e ''fazer frente àqueles que prejudicam nossa segurança e nossa estabilidade''.
A multidão, estimada em mais de 2 milhões de pessoas, começou a subir o monte Arafat, também chamado monte da Misericórdia, onde o profeta Maomé teria feito seu último sermão há mais de 14 séculos.
A bordo de ônibus ou a pé, os fiéis percorriam lentamente os quilômetros que separam o monte do vale de Mina, onde a peregrinação começou sábado com uma jornada de oração e recolhimento.
Os homens vestiam o Irham branco, uma vestimenta de duas peças sem costura que cobre todo o corpo e que, segundo a tradição, será sua mortalha, enquanto as mulheres caminhavam totalmente cobertas, exceto mãos e rosto.
''É um dia de enorme alegria'', dizia um homem que chorava de emoção, feliz por estar cumprindo uma peregrinação que todo muçulmano deve fazer pelo menos uma vez na vida, segundo os mandamentos do islã, caso possua meios e condições para tal.
Na multidão, voluntários ofereciam comida e água aos peregrinos. Após a oração coletiva na mesquita de Namera, os peregrinos passaram o resto do dia rezando e implorando o perdão de Deus no monte Arafat, símbolo da espera pelo Juízo Final.
Hoje os fiéis voltam a Mina para sacrificar um animal, normalmente uma ovelha, em memória a Abraão, que se dispôs a sacrificar seu filho em obediência a Deus. O rito marca o início da festa sacrifício.
Os peregrinos ainda passarão mais dois dias em Mina para o rito final: a lapidação de Satã, que consiste em lançar 21 pedras contra cada uma das três estrelas que simbolizam o diabo, construídas nos últimos anos entre blocos de cimento de 25 metros de altura.


