Brasília - Um tumulto na manhã de ontem durante a celebração do Hajj, evento anual de peregrinação à cidade sagrada de Meca, resultou na morte de 244 muçulmanos, pisoteados. ''Uma avalanche de peregrinos que apedrejavam uma coluna que simboliza Satã provocou a queda de vários deles e alguns morreram'', declarou o oficial do Ministério do Interior saudita, segundo comunicado da agência oficial SPA. O balanço pode aumentar nas próximas horas, segundo fontes médicas.
De acordo com o oficial do Ministério do Interior, as mortes ocorreram durante o tradicional ritual do apedrejamento de duas colunas que representam Satanás. O porta-voz do Ministério da Saúde confirmou que há mortos e feridos. O incidente ocorreu por volta de nove horas da manhã e os feridos foram levados para um hospital em Mina. A polícia agiu para auxiliar os fiéis, o que limitou o número de vítimas, acrescentou o porta-voz.
Devido à grande aglomeração de pessoas, houve um forte tumulto e muitos começaram a ser pressionados pela multidão e acabaram escorregando e caindo no chão. Cerca de 2 milhões de muçulmanos participam do Hajj neste ano. No ano passado, ao menos 14 muçulmanos morreram pisoteados em Mina. Em 2001, 35 pessoas morreram na mesma situação.
Os peregrinos, que participavam do ritual anual do Hajj, viajaram de Meca para Mina para jogar pequenas pedras em duas colunas que simbolizam o diabo. A grande aglomeração de pessoas causou um forte tumulto e muitos começaram a cair no chão e a ser pisoteados pela multidão.
Aproximadamente dois milhões de muçulmanos participam do Hajj neste ano. No ano passado, pelo menos 36 peregrinos morreram pisoteados, a maioria a caminho do ritual de apedrejamento do diabo. Em 2001, o mesmo ritual matou 35 pessoas.
Muçulmanos de diversas partes do mundo fazem anualmente a peregrinação do Hajj até a Arábia Saudita, onde realizam rituais de adoração nos lugares sagrados para o Islamismo. A jornada de cinco dias que cada muçulmano deve realizar pelo menos uma vez na vida começou no dia 31 de janeiro.
A reunião de milhões de muçulmanos é quase sempre palco de pisoteamentos mortais e outros tipos de violência. O ritual de Hajj que mais matou peregrinos ocorreu em 1990, quando 1.426 pessoas morreram.

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