São Paulo- Apesar dos protestos formais da China, o presidente dos EUA, George W. Bush, recebeu ontem na Casa Branca o Dalai Lama, líder máximo do budismo tibetano. ''Nós estamos furiosos'', disse em Pequim o líder do Partido Comunista no Tibete, Zhang Qingli, não apenas em referência à recepção do Lama por Bush mas também à cerimônia que se realizará hoje no Congresso americano em homenagem ao religioso tibetano. Apesar de a Casa Branca haver ressaltado que a visita não tem um caráter político, mas ''espiritual'', a China, que desde 1951 domina o Tibete, considera o Dalai Lama um separatista.
Laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1989, o Dalai Lama vive atualmente exilado na Índia, para onde fugiu depois do fracasso de uma tentativa de golpe contra Pequim em seu país, em 1959. Ele afirma não querer a independência do Tibete em relação à China, mas uma maior autonomia em relação a Pequim. No Tibete, além de ser muito popular, o líder religioso é considerado uma espécie de rei divino.

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