France Presse




Tibet livreRefugiados tibetanos e manifestantes norte-americanos fizeram vários protestos em frente à Casa Branca, onde Clinton e Jiang Zemin se reuniram, na primeira visita oficial de um líder chinês aos EUA em 12 anos

A China não pode excluir o uso da força para recuperar Taiwan, a ilhanacionalista, disse ontem o presidente chinês Jian Zeming, em visita oficial aos Estados Unidos. ‘‘A questão de Taiwan envolve a soberania da República Popular da China (... ) Não nos comprometemos em renunciar o uso da força’’, disse Jiang Zemin, durante o encontro com o colega americano dele Bill Clinton, na Casa Branca.
Estes propósitos não são dirigidos diretamente ao povo taiwanes, disse o presidente chinês, acrescentando que o recado vai para as ‘‘forças exteriores’’ e aos que estão decididos a promover a independência da ilha. A ilha nacionalista de Taiwan, que proclamou sua independência em 49, é considerada por Pequim como uma província rebelde.
O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e o presidente chinês, Jiang Zemin, retomaram ontem as relações bilaterais em seu mais alto nível com a autorização de Clinton para a venda de tecnologia nuclear civil à China, por empresas americanas, depois de ter recebido garantias de que o país não venderá nem fornecerá assistência em armamentos nucleares a países do Golfo Pérsico.
Os dois líderes reuniram-se oficialmente ontem, na Casa Branca, numa tentativa de cooperação mútua, apesar das divergências. Esta é a primeira visita oficial de um líder chinês nos últimos 12 anos. A reunião de Clinton e Jiang durou cerca de duas horas. O conteúdo das conversações deveria ser anunciado oficialmente por Clinton, ontem à noite. Muitas eram as expectativas sobre as questões dos direitos humanos, Tibet e Taiwan, motivo de vários protestos.

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