A cada dia morrem 1.300 pessoas no mundo por causa de uma arma pequena ou leve, das quais circulam mais de 500 milhões em todo o mundo, segundo números divulgados ontem na ''Conferência de Armas Pequenas e Leves na América Central'', que terminou em San Jose, na Costa Rica.
Na reunião, patrocinada pela chancelaria da Costa Rica e os governos da Finlândia e Canadá, os países centro-americanos se comprometeram a uma série de ações concretas para o combate e a eliminação desse tipo de armamento, cujos efeitos foram considerados ''aterradores'' pelos participantes depois de divulgadas as seguintes cifras:

q As armas leves e pequenas foram os principais instrumentos de guerra em 46 dos 49 conflitos armados no mundo desde 1990.

q Esse armamento já provocou cerca de quatro milhões de mortos, 90% deles na população civil, e as mulheres e crianças são as principais vítimas.

q Cifras conservadoras afirmam que dois milhões de armas circulam na América Central, ente elas fuzis AK-47, M-16, foguetes RPG-7 e granadas de mão.

q 81% do total de exportações de armas no mundo procedem de países que integram o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e desse total 50% se originam nos Estados Unidos.

q Do total de exportações de armas dos Estados Unidos, 68% são destinados a países em desenvolvimento.

q A Guatemala é o país com a taxa mais alta de homicídios na América: 101,5 homicídios por cada 100 mil habitantes.

q A maior violência com armas leves é registrada em homens entre 15 e 44 anos.

q Ter uma arma em casa aumenta em até 18 vezes as possibilidades de que um membro da família seja morto antes que a arma seja utilizada para matar um intruso em defesa própria.

q Uma arma leve no lar aumenta cinco vezes as possibilidades de suicídio de algum de seus membros em relação aos lares que não têm armas.

q Para cada americano que morre em defesa própria, são registrados 63 suicídios com armas de fogo, 60 assassinatos e seis mortos em acidentes com armas de fogo.

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