Funcionários do Pentágono alegam que qualquer intervenção militar em Kosovo deve ser precedida por um bombardeio intensivo para proteger a força aérea da Otan dos ataques iugoslavos, informou, ontem, o jornal The Washington Post.
O bombardeio teria como objetivo os 60 lançadores de mísseis terra-ar e os 241 aviões de combate da Iugoslávia, o que um funcionário da Defesa descreveu como uma versão em pequena escala da campanha aérea da operação Tempestade do Deserto, a guerra com o Iraque no início de 1991.
Condições Os responsáveis albaneses de Kosovo se negam a dialogar com Belgrado enquanto não forem retiradas da província as forças especiais sérvias, declarou ontem, um porta-voz do líder kosovar Ibrahim Rugova.
Milosevic O presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, fez poucas concessões sobre Kosovo durante seu encontro em Moscou com Boris Yeltsin, sem ceder no fundo da questão, atribuindo aos ‘‘terroristas’’ albaneses a responsabilidade da violência e negando-se a retirar as forças especiais iugoslavas da província.
O presidente iugoslavo ‘‘aceitou quase tudo sobre o papel, salvo o essencial: o fim da violência e a retirada de sua polícia paramilitar’’ mobilizada em Kosovo, segundo um diplomata ocidental.
‘‘O Ocidente deve manter sua pressão’’, estima essa fonte, ‘‘e obrigar Milosevic a discutir diretamente com (Ibrahim) Rugova’’, o chefe da comunidade albanesa.
Milosevic se comprometeu, segundo o comunicado comum de suas reuniões com o presidente russo, a ‘‘não proceder nenhuma ação de represália contra a população civil e a assegurar o livre trânsito por seu território’’.
O chefe de Estado iugoslavo garantiu ‘‘o acesso sem obstáculos às organizações humanitárias, à Cruz Vermelha e às doações de ajuda humanitária no território’’ de Kosovo.France PresseAjudaRefugiados de Kosovo se unem diante de um local em que é distribuída ajuda humanitáriaFrance Presse

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