Pentágono se prepara para guerra cibernética
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domingo, 12 de abril de 1998
Ednelson Alves Especial para a Folha 
A maior preocupação do Departamento de Defesa dos Estados Unidos não é mais com a guerra convencional. O Secretário de Defesa William Cohen declarou no final da semana em Washington que o Pentágono se prepara para enfrentar a guerra cibernética. Para isso já foram criadas as Equipes de Engenharia de Segurança Eletrônica (ESET). Elas atuam como uma divisão do exército: faz simulações e usa táticas para bloquear todas as ações dos piratas eletrônicos ou membros de organizações extremistas que tentam descobrir segredos ou mesmo atacar os órgão de segurança estratégica do país.
Os responsáveis pelo sistema de defesa temem receber um ataque surpresa a qualquer momento. O israelense Ehud Tenenbaum, 18 anos, que conseguiu entrar nos computadores da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), virou um herói internacional e causou um grande transtorno para o sistema de defesa dos Estados Unidos, pois se ele fosse um terrorista as consequências seriam incalculáveis.
Além de Ehud (que está sendo recrutado pelo exército de Israel), o canadense Jason Mewhiney, 22 anos, foi preso no dia 1º de abril, também por entrar no sistema de computações da NASA. Desempregado e ex-estudante de computações, Jason foi preso pela polícia canadense depois de ser denunciado pelo FBI.
O terrrista do amanhã poderá fazer muito mais com um teclado do que com uma bomba, disse o general Peter Schoomaker, chefe do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos. Ele considera que o uso de telefones celulares e da Internet pelos rebeldes tchetchenos foi crucial para derrotar o exército russo. O comandante das Forças Aéreas dos EUA na Europa, general John Jumper, declarou à revista Air Force que existem ferramentas que podem ser colocadas em caças-bombardeiros dos Estados Unidos que fazem com que o centro de interceptação do inimigo veja coisas que não estão lá, impedindo-o de tomar qualquer medida, explicou.
Cuba Por outra parte, o presidente cubano Fidel Castro comentou pela primeira vez na sexta-feira a recente avaliação do Pentágono de que Cuba não representa mais uma ameaça para os Estados Unidos. Esse é um informe objetivo feito por gente séria, mas Cuba nunca se constituiu uma ameaça para os Estados Unidos, somente na ordem moral. Era uma loucura supor que Cuba representava um perigo para Washington, comentou Castro à rede CNN.


