WashingtonA campanha militar lançada há um ano pelos EUA no Afeganistão custou milhares de vidas, mas obteve ''bons progressos'' na luta contra o terrorismo, afirmou ontem o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld.
''Apesar dos presságios sombrios quando começamos, em dois meses as forças da coalizão e os aliados afegãos tinham expulsado o regime taleban'', afirmou Rumsfeld em entrevista coletiva para fazer um balanço de um ano da campanha militar no Afeganistão.
Ontem, completou-se um ano do início da campanha no Afeganistão, ordenada pelo presidente George W. Bush como represália pelos ataques terroristas que em 11 de setembro mataram mais de 3.000 pessoas em Nova York, Washington e numa zona rural de Pensilvânia.
''Não foi um êxito sem custos: 53 americanos perderam a vida nessa luta e milhares de afegãos deram a sua'', disse Rumsfeld, acrescentando: ''Não fomos ao Afeganistão como força de ocupação e os afegãos deram as boas-vindas às forças da coalizão''.
O secretário de Defesa assegurou que a Administração norte-americana ''mantém seu compromisso a longo prazo com a estabilidade do Afeganistão, e usaremos todos os meios disponíveis do poderio norte-americano'' na guerra contra o terrorismo. Apesar disto, o chefe do Pentágono reconheceu que ''milhares de terroristas seguem soltos em dezenas de países''.

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