São Paulo - O presidente do México, Enrique Peña Nieto, enfrenta uma onda crescente de protestos sobre o desaparecimento de 43 estudantes e perguntas cada vez mais duras sobre a compra, por sua mulher, de uma mansão na Cidade do México de uma companhia que conseguiu generosos contratos do governo.
A companhia mexicana ganhou, com uma firma chinesa, um contrato de US$ 3,7 bilhões para a construção de um trem de alta velocidade. O acordo, porém, foi revertido na semana passada em meio a críticas de que o consórcio foi o único a participar da licitação.
O gabinete presidencial negou nesta segunda-feira que havia algo impróprio sobre o acordo, em que a companhia deu à primeira-dama Angelica Rivera um empréstimo para comprar a mansão.
Nesta segunda, o governo também enfrentou uma violenta marcha de protesto em Acapulco (Estado de Guerrero) de parentes e partidários dos 43 estudantes de um magistério que sumiram em 26 de setembro em Iguala, também em Guerrero.
Os 43 estudantes têm o status legal de desaparecidos até que se conheça o resultado de testes realizados em restos mortais achados durante as investigações. Segundo a Procuradoria-Geral do México, três detidos suspeitos de integrar o cartel Guerreros Unidos confessaram que os jovens foram assassinados e queimados.

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