Governo alerta para a possibilidade de fortes réplicas, ainda que menores
Governo alerta para a possibilidade de fortes réplicas, ainda que menores | Foto: Ronaldo Schemidt/AFP



O forte terremoto registrado na noite de quinta-feira, 7, no México, de magnitude 8,2 na escala Richter, deixou pelo menos 35 mortos no sul do país - 25 no estado de Oaxaca, sete em Chiapas e três em Tabasco -, segundo os dados mais atualizados das autoridades locais. As informações são da agência de notícias EFE.
Em declarações ao canal Televisa, o governador do estado de Oaxaca, Alejandro Murat, atualizou o número de mortos na sua região para 25 pessoas e disse que há vários feridos. Apenas em Juchitán de Zaragoza, no istmo de Tehuantepec (em Oaxaca), uma parte do palácio municipal caiu e há danos em muitas moradias, que causaram a morte de 17 pessoas.
O secretário de Defesa Civil do Governo de Chiapas, Luis Manuel García Moreno, elevou de três para sete as vítimas em Chiapas. "Lamentavelmente temos o registro de sete pessoas mortas. Três ocorreram no município de San Cristóbal de las Casas, dois em Villaflores, uma mais em Pijijiapan e uma mais em Jiquipilas", segundo a Televisa. Além disso, mais três pessoas, menores de idade, morreram no estado de Tabasco.
Assim, até o fechamento desta edição, o número total de mortos por causa deste tremor tinha subido para 35, ao mesmo tempo que foram registradas várias quedas de casas e cortes no fornecimento de energia elétrico. Quanto aos feridos, o coordenador de Proteção Civil, Luis Felipe Puente, apontou que a Secretaria de Saúde ainda está realizando uma recontagem nos hospitais das pessoas que ingressam por feridas causadas pelo tremor.
O presidente Enrique Peña Nieto pediu para não se baixar a guarda porque podem acontecer fortes réplicas, ainda que menores. Até o momento, após o terremoto aconteceram 266 réplicas, a maior delas de 6,1 graus na escala Richter. O terremoto fez tremer pelo menos dez estados do sul e do centro do México, pelo que até 50 milhões de pessoas - quase a metade da população do país - pôde senti-lo, segundo Peña Nieto.

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